Entre títulos e críticas: o futuro da seleção e dos clubes catarinenses

Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação
Explicar o inexplicável

Contra o Paraguai, foi um sofrimento. Vencemos por 2 a 1 graças a um gol contra do zagueiro paraguaio, que desviou uma bola de Vini Jr. E agora, mais uma vez, enfrentamos esse vexame. Isso representa tudo o que causa dor e frustração no torcedor brasileiro. O futebol é feito de contexto, e o que está acontecendo com nossa seleção é um absurdo. O que não dá para aceitar é que esses mesmos jogadores se entregam de corpo e alma aos seus clubes no exterior. Marquinhos, ainda na beira do gramado, foi o primeiro a falar. Depois, Dorival Júnior tentou explicar o inexplicável. Outros jogadores também deram a cara a tapa após o fiasco no Monumental de Núñez. Até o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, deixou o estádio com a “cauda entre as pernas”.

Errou feio

A Regra 12, para quem não entende muito de regras de futebol, é uma das mais confusas e controversas. Ela trata das faltas e incorreções dos jogadores, essenciais para o andamento do jogo. Quando um jogador levanta a perna de forma imprudente, colocando em risco a integridade do adversário, o árbitro deve conceder um tiro indireto. Isso vale até dentro da área penal. No jogo entre Avaí e Chapecoense, o árbitro errou feio.

A pressão sobre Enderson Moreira era enorme. Após conquistar o título estadual, ele decidiu deixar o comando do Avaí. A decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria do clube. O bom treinador sai da Ressacada com um sentimento de desconfiança, pois sofreu muitas críticas durante sua passagem. Enderson chegou ao Avaí em 2024 e comandou 32 jogos, com 13 vitórias, 11 empates e 10 derrotas. Esse desempenho não agradou aos torcedores. A diretoria já busca um novo treinador, e o nome de Jair Ventura, após sua demissão do Goiás, pode ser o escolhido.

Publicidade
Grande audiência

Galvão Bueno segue sendo uma das figuras mais populares do esporte brasileiro. Ele está de volta às suas origens e fará sua estreia na Band com o programa Galvão e Amigos, na próxima segunda-feira (31). No programa, ele analisará os detalhes do nosso futebol, com entrevistas exclusivas e bons convidados. Ao lado do lendário narrador, estarão o jornalista Mauro Naves, experiente e decano, Paulo Roberto Falcão, um dos melhores que já vi jogar, e o polêmico Casagrande, grande ídolo da torcida corintiana. Com certeza, será um programa de grande audiência.

Atores de telenovelas

Era para ser um dia de alegria. Um sábado ensolarado, com Floripa comemorando 351 anos. Tudo ia bem, até que um apito, com o auxílio do VAR, desandou tudo. No futebol, especialmente em jogos decisivos, é comum que o zagueiro chute a bola para fora do campo. O problema do futebol brasileiro são os jogadores que mais parecem atores de telenovelas, simulando faltas.

Bem Me Quer, Mal Me Quer
  • O presidente da Chapecoense, que não é bem visto pelos torcedores, ameaça deixar a Federação Catarinense. Dizem as más línguas que ele pretende disputar o Gauchão.
  • Não afirmo, mas um “Bambi Saltitante” me contou que o árbitro da final do Catarinense recebeu ameaças de violência e morte no oeste de Santa Catarina.
  • Ronaldo Fenômeno, uma das figuras mais bem-sucedidas financeiramente no futebol, desistiu de sua candidatura à presidência da CBF. Sentiu que é impossível quebrar a anarquia dos presidentes de clubes e federações.
Agora sim, o vezes campeão do estado de Santa Catarina. Foto: Fabiano Rateke/Avaí F.C./Divulgação
Cartão Rosa / Cartão Vermelho

Cartão rosa para a grande torcida do Avaí, que lotou a Ressacada na final do Campeonato Catarinense. Eles nunca deixaram de acreditar na conquista do 19º título estadual, colocando o Avaí como o maior campeão do estado.

Cartão vermelho para o destrambelhado presidente da Chapecoense, Alex Passo. Ele demonstrou total falta de espírito esportivo ao recusar e bater na bandeja com as medalhas. Independentemente do erro da arbitragem, essa atitude foi totalmente indignas. Nem no futebol amador isso acontece.

Pensamento do Bambi

A seleção brasileira na atualidade mais parece aqueles rádios velhos. Ninguém mais liga.